Perguntas frequentes

Mostrando 21 - 30 de 62

A epidemia de hiv/aids no Brasil é concentrada em alguns segmentos populacionais mais vulneráveis ao hiv/aids e que apresentam prevalência superior à média nacional, que é de 0,4%. Essas populações são: gays e outros hsh; pessoas trans; pessoas que usam álcool e outras drogas; pessoas privadas de liberdade e trabalhadoras(es) sexuais.

Outros segmentos populacionais também apresentam fragilidades que os tornam mais vulneráveis ao HIV/aids, e por isso são considerados como populações prioritárias: população jovem, população negra, população indígena e população em situação de rua.

A concentração de esforços de prevenção nesses segmentos mais afetados pela epidemia é fundamental para as estratégias de prevenção combinada do HIV.

É uma estratégia de prevenção do hiv que faz uso conjunto de intervenções biomédicas (o foco da intervenção está na redução do risco à exposição ao hiv), comportamentais (foco da intervenção está no comportamento, como forma de reduzir situações de risco) e estruturais (foco nos aspectos e características sociais, culturais, políticas e econômicas que criam ou potencializam vulnerabilidades em relação ao hiv), aplicadas no nível individual e de suas relações; dos grupos sociais a que pertencem; ou na sociedade em que estão inseridos, mediante ações que levem em consideração as necessidades e especificidades e as formas de transmissão do vírus.

O uso de álcool e outras drogas pode alterar seus sentidos e sua capacidade de decisão quanto ao uso do preservativo e de estratégias de proteção para uso de drogas. A redução de danos consiste em um repertório de cuidado, consituído de um conjunto de estratégias singulares e coletivas voltadas para as pessoas que usam, abusam ou dependem de drogas. Incluem-se nas estratégias de prevenção a recomendação do não compartilhamento de instrumentos e a utilização de materiais descartáveis, inclusive para o uso de silicone industrial e hormônios entre pessoas trans.

O acolhimento, a promoção da saúde e o cuidado nos serviços é um direito de todas as pessoas, independentemente do uso de álcool e outras drogas, silicone industrial e hormônios.

A PEP – Profilaxia Pós-Exposição – é o uso de medicamentos antiretrovirais por pessoas após terem tido um possível contato com o vírus HIV em situações como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou em contato direto com material biológico). Para funcionar, a PEP deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas; e deve ser tomada por 28 dias. Você deve procurar imediatamente um serviço de saúde que realize atendimento de PEP assim que julgar ter estado em uma situação de contato com o HIV. É importante observar que a PEP não serve como substituta à camisinha.

Já a PrEP – Profilaxia Pré-Exposição ao HIV – é o uso preventivo de medicamentos antes da exposição ao vírus do HIV, reduzindo a probabilidade da pessoa se infectar com vírus. A PrEP, deve ser utilizada se você acha que pode ter alto risco para adquirir o HIV.

A PrEP não é para todos e também não é uma profilaxia de emergência, como é a PEP.  Os públicos prioritários para PrEP são as populações-chave, que concentram a maior número de casos de HIV no país: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores/as do sexo e parcerias sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não).

 

Os indicadores e dados quantitativos referentes à aids estão disponíveis no site em Painel de Indicadores Epidemiológicos.

Além disso, periodicamente o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) publica boletins epidemiológicos, que são apresentados por estados e regiões do país. Disponível aqui o último boletim epidemiológico HIV/Aids. 

Dados relevantes também podem ser encontrados para tabulações diferenciadas por meio do programa TabNet. O TabNet foi elaborado com a finalidade de permitir a realização de tabulações rápidas sobre os arquivos .DBF; o Manual do Tabnet está disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=060804&item=2. As consultas poderão ser realizadas a partir de: ano de diagnóstico; ano de notificação; sexo; faixa etária; raça/cor; município de residência; município de notificação; entre outros. Links de acesso aos dados disponíveis:

Casos de aids 

http://www2.aids.gov.br/final/dados/dados_aids.asp 

Óbitos por aids:

De 1980 a 1995 http://www2.aids.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim95/obtbr.def 

De 1996 a 2012 http://www2.aids.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/obtbr.def 

 

Estima-se que cerca de 489 mil pessoas vivendo com HIV/aids estão em uso de tratamento com antirretrovirais atualmente.

Todos os boletins epidemiológicos produzidos pelo DIAHV/SVS/MS estão disponíveis em: Boletim Linha do Tempo e na biblioteca.

 

 

O orçamento autorizado para o atendimento à população com medicamentos para tratamento dos portadores de HIV/aids e outras IST, para o referido período, é:

  • 2010: R$ 784.000.000,00
  • 2011: R$ 846.720.000,00
  • 2012: R$ 823.200.000,00
  • 2013: R$ 770.200.000,00 
  • 2014: R$ 863.937.200,00
  • 2015: R$ 1.101.000.000,00
  • 2016: R$ 1.100.000.000,00

"PrEP" é a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV. A palavra "profilaxia" significa prevenir ou controlar a disseminação de uma infecção ou doença. O objetivo da PrEP é prevenir a infecção pelo HIV, caso ocorra exposição ao vírus. Isso é feito tomando diariamente uma pílula que contém dois medicamentos (tenofovir + entricitabina).